![]() | Aprendendo o grego antigo
SUMÁRIO
A língua gregaA língua grega está em uso contínuo desde
N.b.
os links se abrem em outra janela Eis algumas informações básicas a respeito da língua grega antiga: Grego moderno X grego antigoO grego moderno é, sem dúvida, uma evolução do grego antigo, notadamente do dialeto ático; mas, embora os fundamentos sejam os mesmos, está muito distante dele e não serve de base para o estudo do grego antigo. Vejamos os primeiros 11 versos do Auto da Barca do Inferno, do português Gil Vicente, datada de 1517:
Á barca, á barca, hou lá,
que temos gentil maré. Ora venha a caro a ré: feito, feito, bem está. Vae alli muitieramá, e atesa aquelle palanco, e despeja aquelle banco, pera a gente que virá. Á barca, á barca, hu! Asinha, que se quer ir. Um falante moderno do português, que vive quase 600 anos depois do autor dos versos, conseguirá distinguir as palavras de grafia arcaica e até o sentido geral dos versos; mas terá, certamente, dificuldade com palavras e expressões como "a caro" ("em frente"), "atesa aquele palanco" ("estica aquela corda") e "asinha" ("depressa"). O estudo do grego antigoA finalidade do estudo do grego antigo é a tradução de documentos e textos literários e não literários escritos na Antigüidade e no início da Idade Média. Verter textos de línguas modernas para o grego antigo é procedimento artificial e não faz sentido.
Estas sinopses, portanto, dão subsídios à tradução de enunciados em grego antigo, criados pelos próprios gregos antigos ou, em certa medida, por contemporâneos que aprenderam o grego como em nossos dias se aprende o inglês, o francês ou o italiano com os falantes nativos da língua.
Desde os tempos mais remotos o grego se dividia em diferentes dialetos; o mais importante deles, do ponto de vista literário, é o dialeto ático, usado pelos atenienses durante o século Características da língua gregaAs gramáticas descritivas insistem, muitas vezes, em aplicar a nomenclatura latina e portuguesa a categorias gramaticais e a funções sintáticas gregas; nestas sinopses, essa prática será utilizada somente quando os conceitos forem comparáveis. É verdade que a maioria dos conceitos da morfossintaxe portuguesa são aplicáveis ao grego antigo, haja vista que tanto o português como o grego são línguas
Quanto mais antiga a língua, mais marcadas são essas características; quanto mais recente, menos marcadas. O grego, naturalmente, é exemplo de língua Há, portanto, algumas diferenças importantes entre as formas e funções do grego antigo e do português. Por exemplo: os conceitos de "objeto direto" e de "objeto indireto" não são aplicáveis ao grego; os particípios gregos ora são simples complementos nominais, ora formam o núcleo verbal de orações adjetivas, ora compõem estruturas sintáticas que não existem mais no português. Muitos manuais de grego antigo sobrecarregam os estudiosos de informações desnecessárias, como se o grego antigo fosse uma língua moderna... Não se deve perder de vista, nunca, a finalidade primordial do estudo do grego antigo em nossos dias: a leitura e tradução de textos antigos, escritos há séculos. Roteiro de estudoArquivo 027. Criado em 04.10.2004, atualizado em 04.10.2004 |