![]() | O dual
SUMÁRIO
O dual, arcaica flexão de número usada raramente para seres / objetos que ocorrem aos pares, foi gradativamente substituído pelo plural e desapareceu do dialeto ático depois do século MorfologiaSubstantivos, adjetivos, pronomes e verbos no dual são reconhecíveis pelas terminações nominais e verbais próprias. 1. Terminações básicas das formas nominais
Observações:
2. Terminações das formas verbais
Observações:
Tradução e sintaxeSubstantivos, adjetivos e pronomes vêm no dual (mas não obrigatoriamente) quando de referem a um par de seres / objetos:
βλέπειν μὲν τοῖν ὀφθαλμοῖν, ἀκούειν δὲ τοῖς ὦσιν (Antipho 4.2.4)
"ver com os (dois) olhos, ouvir com as orelhas" O dual não deixou vestígios nem no latim, nem no português (Almeida, 1992); mas a palavra ambos deriva, certamente, do gr. ἄμφω e do Lat. ambo, ae. Na tradução, Vê-se habitualmente o verbo no dual em três situações: 1. O sujeito está no dual
ἐβούλετο τῶ παῖδε ἀμφοτέρω παρεῖναι. (X.An. 1.1.1)
"ele queria que os dois filhos ficassem junto (dele)" 2. O sujeito tem dois substantivos no singular
Τελαμῶνος Αἴας καὶ Τεῦκρος ἐγενέσθην. (Isoc. 9.17)
"Ájax e Teucro nasceram de Telamon" 3. O sujeito é o adjetivo numeral δύο
γέροντε δ' αἰσχρὸν δύο πεσεῖν· (E.Ba. 365)
"é vergonhoso um par de velhos cair " O uso do verbo no dual, no entanto, não é obrigatório; depende, em grande parte, do estilo do autor. Aristófanes, v.g., usa constantemente o dual:
"POUPA
Mas digam-me, quem vocês dois são? EUÉLPIDES Nós dois? Dois mortais. "
ΕΠΟΨ
Ἀλλ' εἴπατόν μοι σφὼ τίν' ἐστόν; ΕΥΕΛΠΙΔΗΣ Νώ; Βροτώ. (Ar.Av. 105) Platão e Xenofonte, por outro lado, preferem muitas vezes o plural:
καὶ ἀριστῶντι τῶι Ξενοφῶντι προσέτρεχον δύο νεανίσκω· (X.An. 4.3.10)
"enquanto Xenofonte tomava o desjejum, dois jovenzinhos correram até ele" Próxima sinopseArquivo 024. Criado em 20.10.2004, atualizado em 20.10.2004 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||